sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

A cidade ideal


"Deve ter alamedas verdes
A cidade dos meus amores
E, quem dera, os moradores
E o prefeito e os varredores
E os pintores e os vendedores
As senhoras e os senhores
E os guardas e os inspetores
Fossem somente crianças"



O ser humano se perdeu.
Se perdeu na sua pressa,
no seu egoísmo,
no seu imediatismo.
Nisso perdeu sua inocência,
sua fantasia e hoje nem lembra mais como viver.
Perdeu a memória.
Perde a razão.

O ser humano deixou de ser criança, mas ainda não aprendeu a ser adulto.
Adolescência, fase de conflitos.
Temos que chegar na idade adulta sabendo ser uma responsável criança.



Hoje ainda tinha caturritas cantando e voando no futuro Jardim Europa. O sol brilhava no verde por volta da primeira sombra dum espigão. O paralelepípedo contrastava com o início do asfalto. As casinhas bucólicas sorriam. Eu andava no meio da rua.

Hoje eu vivo, olho, ouço e respiro. Amanhã eu conto como foi. Depois de amanhã, ainda bem, não estarei aqui para me entristecer.

Hoje chorei. Chorei porque sou feliz.

Nenhum comentário:

Postar um comentário