Quem sabe agora eu já não cresci.
Não foi hoje que me apaixonei.
Ontem o conheci e muito rondei,
conversei, observei, critiquei e o admirei.
Gostei.
Quem sabe agora o castelo, que um dia construi, tenha
se transformado numa modesta casa de pessoas amadas.
E nós já cansamos de descobrir que nunca seremos os ideais.
Quem sabe agora já vivemos muitas realidades e queremos uma pausa
de aventuras voláteis e, também, um pouco de tranqüilidade, segurança e aconchego.
Somos oito e oitenta, sustentados por alguns alicerces fortes que, com nossa vontade,
podemos vir a encontrar um equilíbrio saudável:
a mesma quantidade de quem, uma pequena substituição de como, uma adaptação no quando, na esperança de ter um bonito quanto.
Espero não estar levando minha modesta casa para um baile a fantasias, vestida de castelo.
Estou disposta a mantê-la casa. E me sentir nela.
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